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Há uns anos publiquei um vídeo com o título Tenho vontade de morrer. Era a resposta a uma leitora do blog, que tinha partilhado comigo um grito de desespero. Não escolhi o título ao acaso. Sabia que havia muitas Anas espalhadas pelo mundo e que também precisavam de ouvir uma mensagem de esperança. Infelizmente, as minhas expectativas confirmaram-se e esse é um dos vídeos com mais visualizações e comentários. . Nos últimos dias li e ouvi muita coisa sobre depressão, desespero e suicídio. É quase sempre assim quando nos confrontamos com notícias chocantes, que nos chegam como murros no estômago, mesmo quando só conhecemos os protagonistas das redes sociais ou do mediatismo que está associado às suas profissões. Quando uma figura pública morre de forma abrupta e em circunstâncias que apontem para o suicídio, chocamo-nos e colocamos mil perguntas. Isso é humano. O nosso cérebro lida muito mal com a incerteza e precisa de organizar as informações para que as coisas façam algum sentido. É normal que questionemos Porquê, tanto quanto é normal que tentemos adivinhar as circunstâncias que possam ter estado por detrás do acontecimento. Mas independentemente das informações a que não temos acesso, independentemente de não sabermos rigorosamente nada sobre a vida daquela pessoa, há algo que está sempre ao nosso alcance: a compaixão. Sermos compassivos é sermos genuinamente bondosos e solidários em relação ao mal estar alheio. É sentirmos empatia pela dor do outro, mesmo quando não a compreendemos. É sermos capazes de nos preocuparmos com o seu sofrimento mais do que gastarmos tempo e energia a fazer juízos de valor. É aceitar que cada um faz o melhor que consegue com os recursos de que dispõe. É reconhecer que, mesmo quando as peças do puzzle parecem não encaixar, os sentimentos da outra pessoa são sempre, sempre legítimos. . Ninguém comete suicídio porque não valoriza a vida ou porque é egoísta. A ideação suicida é a manifestação de uma doença real e complexa. É um sintoma de depressão, mesmo quando a depressão não se manifesta da forma típica que faz sentido para a maioria das pessoas. (CONTINUA NOS COMENTÁRIOS)
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Daqui a pouco volto à Praça da Alegria para falar sobre RELAÇÕES, DIVÓRCIOS E PANDEMIA. Até já. . . . #apsicologa #relação #relações #amor #pandemia #tv #relacionamento
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És egoísta. Só fazes disparates. Nunca prestas atenção. Quando generalizamos e rotulamos a pessoa que está ao nosso lado, estamos a inundar a relação de crítica. Se o fizermos com uma postura se superioridade, estamos a trazer desprezo para a relação. A hipercrítica e o desprezo são dois dos maiores venenos que podem destruir um relacionamento. Se em vez disso procurarmos centrar-nos numa situação específica, num comportamento de que não gostámos, e na forma como nos fez sentir, é mais provável que o nosso apelo seja compreendido e que a pessoa que amamos responda com atenção e afeto à nossa queixa. Isso não significa que responda sempre de forma doce. Afinal, ninguém gosta de ser confrontado com uma queixa. Mas significa dar importancia aos nossos sentimentos e vir ao encontro das nossas necessidades. Fiquei chateada porque te atrasaste e não avisaste. Preciso que, para a próxima, me envies uma mensagem. é uma forma mais construtiva de nos queixarmos. . . . . . . . #apsicologa #amor #casal #familia #família #relação #relações #relacionamento #casamento #terapia #terapiadecasal #terapiafamiliar #vidaadois #bemestar #inteligenciaemocional #emoção #emoções #respeito #comunicação #critica #escolhasconscientes
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Desculpa, mas... Amar outra pessoa não nos impede de a magoar. Toda a gente comete erros e, mesmo que não tenhamos a intenção de ferir os sentimentos da pessoa de quem gostamos, isso vai acabar por acontecer. Uma das coisas que distingue uma relação feliz (seja ela amorosa ou não) é a capacidade de mostrarmos que nos importamos com os sentimentos da outra pessoa. Quando pedimos desculpa, é exatamente isso que estamos a fazer. Estamos a dizer «Eu preocupo-me com o que tu sentes», mais do que «Tens razão, ganhaste». Mas há muitas formas de pedir desculpa. Quando dizemos «Desculpa, mas...» e, entretanto gastamos mais tempo a defender-nos do que a olhar para os sentimentos da outra pessoa, só estamos centrados em nós. Quando dizemos «Eu não queria magoar-te», ainda estamos a defender-nos. Mas quando dizemos «Desculpa, fui rude», «Desculpa, não devia ter dito aquilo» ou «Desculpa, não prestei a devida atenção aos teus sentimentos», estamos a centrar-nos na pessoa de quem gostamos. O conflito faz parte das relações mais íntimas e com ele vem invariavelmente alguma dor. Mas o sofrimento multiplica-se quando nos sentimos incompreendidos e desamparados. Um pedido de desculpas sincero é uma arma poderosíssima que alimenta a certeza de que, haja o que houver, temos ao nosso lado alguém que valoriza os nossos sentimentos, que se importa connosco. E isso vale ouro. #apsicologa #amor #casal #relação #relações #relacionamento #casamento #familia #família #inteligenciaemocional #escolhasconscientes #terapia #terapiafamiliar #terapiadecasal #desculpa #pedirdesculpa #vidaadois #parasempre #sentimentos #emoção #emoções
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Se não tivermos a coragem de dizer a verdade, até podemos evitar alguns conflitos, mas dificilmente viveremos o amor que desejamos viver. • Quando nos deparamos com uma escolha que queremos mesmo fazer - não porque se trate de um capricho egoísta mas porque é algo que contribui para a nossa felicidade - e sabemos que vai contra aquilo que o(a) nosso(a) companheiro espera de nós, a mentira é o caminho mais fácil. Evita chatices. Escolhermos dizer meias-verdades até pode ajudar-nos a lidar com sentimentos de culpa, mas acaba invariavelmente por minar a confiança da relação. • O mais curioso é que não é só a pessoa que descobre a mentira que sofre. À medida que alguém se sente obrigado a mentir, o sentimento de frustração e insatisfação na relação cresce. • Há pessoas que me dizem Ele(a) obrigou-me a mentir, responsabilizando o(a) companheiro(a) pelas suas escolhas. Na prática, não é o outro que as obriga a mentir. É o próprio medo. É a falta de coragem e de amor próprio. • Para que haja quem goste de nós e nos aceite exatamente como nós somos é preciso que sejamos os primeiros a fazê-lo. E isso também passa por assumirmos as nossas escolhas, mesmo quando elas trazem desconforto para a pessoa que amamos. • • • #apsicologa #amor #casal #relação #relações #relacionamento #familia #família #vida #paz #respeito #amorproprio #ansiedade #confiança #medo #coragem #vulnerabilidade #verdade #sentimentos #sentimentosdeculpa #inteligenciaemocional #terapia #terapiadecasal #terapiafamiliar
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“Preciso de espaço” é a última coisa que alguém espera ouvir do(a) companheiro(a). Invariavelmente, a pessoa é apanhada de surpresa com a afirmação e inunda-se de dúvidas: “O que será que ele(a) quer dizer? Será isto o princípio do fim? Será que tem outra pessoa? Já não gosta de mim?”. Quando a pessoa que amamos nos diz que precisa de espaço, é natural que nos sintamos inseguros. O medo, sobretudo nestas circunstâncias, pode levar-nos a fazer escolhas que se revelem ainda mais desastrosas para a relação. Afinal, se uma pessoa se sentir ansiosa em relação à possibilidade de o(a) companheiro(a) já não estar tão envolvido(a), pode tentar estar ainda mais presente. Quando nos sentimos inseguros, é muito difícil dar espaço. No entanto, isso é quase de certeza inevitável. Algumas pessoas dão voz à necessidade de espaço numa altura em que já estão tão desgastadas que já não sabem se há amor. Nestes casos, a tensão pode escalar rapidamente e é mais fácil impedir que isso aconteça através da terapia. Mas como é que podemos prevenir que a nossa relação chegue a esse ponto? Que escolhas podemos fazer para que nenhum dos membros do casal se sinta sufocado? Já está online o artigo que escrevi para o Simply Flow, da minha querida Fátima Lopes: Dar espaço numa relação. Para ler em www.simplyflow.pt • • • #apsicologa #amor #casal #família #familia #relação #relações #relacionamento #inteligenciaemocional #terapia #terapiadecasal #terapiafamiliar #ansiedade #simplyflow
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Podemos fingir que não se passa nada, que o racismo não existe ou que não afeta a vida de quem vive neste cantinho do mundo. Ou podemos escolher olhar à nossa volta, prestar atenção e ouvir a voz de quem, pelo simples facto de ter uma cor de pele não-branca, tem, desde muito cedo, um número infindável de experiências de preconceito, humilhação e outras formas de violência. Podemos escolher olhar para a realidade como ela é e educar os nossos filhos para que também eles sejam uma voz ativa pelos direitos de todos os seres humanos. . . . #apsicologa #blacklivesmatter #blackouttuesday #racismo #preconceito #violencia #amor #maisamorporfavor #educação #respeito #justiça
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O Dia da Criança existe para nos lembrar que os direitos humanos têm de ser aplicados a TODAS as crianças. Sim, este dia também serve para que as nossas crianças recebam um mimo especial, para que se sintam acarinhadas. Mas tem de servir para nos lembrar que nem todas são tão privilegiadas. Nas minhas consultas de terapia familiar/ de casal trago invariavelmente os interesses de quem, por motivos óbvios, não pode bater à minha porta - chamando a atenção dos pais e mães para aquilo que o seu turbilhão emocional nem sempre deixa ver, desafiando-os a oferecer também a ajuda psicológica aos filhos (mesmo quando parece que está tudo bem) ou simplesmente contando-lhes aquilo que a experiência destes 20 anos me mostra. Há ainda muito por fazer, sobretudo em relação às crianças que são expostas à (ou alvo da) violência dos adultos. Convido-vos a assinar a petição pública para a aprovação do Estatuto de Vítima para crianças inseridas em contexto de violência doméstica. https://peticaopublica.com/mobile/psign.aspx?pi=PT100353 . . . #apsicologa #crianças #criança #familia #família #psicologia #terapia #terapiafamiliar #terapiadecasal #direitosdascrianças #direitoshumanos #escolhasconscientes #violencia #violenciadomestica
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Recebo muitos pedidos de ajuda de quem não se sente feliz na relação mas não tem a coragem de o dizer abertamente. É quase sempre o medo da perda que impede que alguém dê voz aos próprios sentimentos. O medo de perder a pessoa que ama. O medo de não voltar a amar assim. O medo de não conseguir ser feliz. E, ainda que ao longo da relação a sensação de abandono seja constante, ainda que as próprias necessidades sejam desconsideradas, a pessoa simplesmente não é capaz de dizer Preciso de mais. Pelo meio, o amor próprio é cada vez mais deteriorado. É fácil apontar o dedo e dizer que há quem goste de sofrer ou que cada um(a) tem aquilo que merece. A realidade é quase sempre mais densa, mais complexa. Quando escolhemos olhar para a vida daquele amigo ou daquela amiga que só se envolve em relações difíceis com abertura e compaixão, percebemos quase sempre que há uma bagagem afetiva que ajuda a explicar este padrão. Não são só as pessoas pouco inteligentes que se deixam enganar, que se sujeitam a relações pobres emocionalmente, que se humilham. Na verdade, há pessoas brilhantes que sofrem precisamente por não perceberem porque é que não são capazes de romper com alguém que as puxa para baixo. Podemos ser capazes de dizer com todas as letras que merecemos ser tratados com amor e respeito, mas a verdade é que se a nossa bagagem afetiva disser o contrário, é nisso que vamos acreditar. Algumas das pessoas com quem tenho trabalhado têm percursos de vida tão duros, que as suas histórias fariam chorar qualquer um. Foram expostas a negligência e abusos da parte daqueles que diziam estar lá para as proteger e, em algum momento, interiorizaram que não eram merecedoras de mais. A mudança é possível. Dá quase sempre muito trabalho, envolve a dureza de escancarar as cicatrizes e requer MUITA (auto)compaixão. Vale tanto a pena. . . . . . #apsicologa #amor #casal #amorproprio #autoestima #autocompaixão #autocuidado #família #familia #felicidade #inteligenciaemocional #desenvolvimentopessoal #escolhasconscientes #mindfulness #terapia #emoções #maisamorporfavor #compaixão